Resposta de Marcos Bagno à resposta e convite de Carlos Nougué

Eis a resposta de Marcos Bagno à resposta e convite de Carlos Nougué

“Minha resposta ao convite de Carlos Nougué, que nem ouvi por inteiro porque tenho mais o que fazer, é repetir o que eu já tinha publicado um tempo atrás sobre o calhamaço imprestável que ele publicou:
‘Crime ecológico é como eu classifico gastar papel, derrubar árvores portanto, para imprimir um calhamaço ridículo, reacionário, caquético, jurássico, sem nenhuma fundamentação científica que é a tal ‘Suma gramatical’ do ilustre desconhecido Carlos Nougué, que fala da ‘corrupção da oralidade brasileira’ e tenta impedir os processos de mudança linguística ocorridos no português brasileiro no último meio milênio. Um livro sem bibliografia, que vomita observações preconceituosas e não serve rigorosamente para coisa nenhuma. Aliás, andou circulando por aí um vídeo em que ele expunha sua visão obtusa da língua. Suma você, Carlos No Way!!’
Não dá para argumentar com quem não tem argumento teórico nenhum.”

O link para onde se encontra tal resposta é:
https://www.facebook.com/araujobagno/posts/921537987940605?pnref=story

Última palavra de Carlos Nougué

Tudo isso, e em particular esta resposta “altamente científica” de Marcos Bagno, serviu para mostrar (até melhor talvez do que mostraria um debate) que enquanto cientista Marcos Bagno não passa do mais puro ideólogo. Como me disse um grande tradutor, “é mister reconhecer que um ideólogo é alguém intrínseca e necessariamente desonesto intelectualmente. Logo, um debate honesto é impossível. Tal desonestidade intelectual decorre do fato de que um ideólogo – qualquer  ideologia – é membro voluntário de uma religião política, conforme definição do filósofo germano-americano Eric Voegelin. Sendo assim, o infeliz primeiro adere, primeiro ‘crê’ nos cânones de sua ideologia; isso traz o conforto emocional da aceitação grupal, do apoio incondicional da claque. O preço? Fica condenado a raciocinar em circuito fechado, proibido de questionar esse mesmo raciocínio, coisa que fatalmente o leva a contradições insuperáveis. Prova disso é o ataque à norma culta fazendo uso dela…”

Passemos a outro capítulo.

6 thoughts on “Resposta de Marcos Bagno à resposta e convite de Carlos Nougué

  1. Professor Nougué, parabéns por toda sua postura ao longo desse capítulo.
    Continue em frente porque o senhor fez um grande trabalho! A prova foi justamente
    a crítica do Bagno! Têm coisas que enxergamos diretamente; outras, através do negativo.

  2. O sr. marcos bagno (sim, escrevi o nome dele com minúsculas, creio que ele não deverá considerar isso uma ofensa, a menos que se contradiga em sua adesão aos modismos lingüísticos, hum… usei trema ainda, como bom retrógrado que sou) parece que dedicou tempo valioso para escrever uma verborragia argumentum ad hominem para explicar por qual motivo ele não pode debater com um “ilustre desconhecido” chamado Carlos Nougué (graças ao qual eu agora sei da existência de um tal marcos bagno);, não teria sido ao menos minimamente honesto dizer que não tem bala na agulha para debater com o mestre Nougué?
    Sim, sim, passemos a outro capítulo.

  3. É, parece-me que alguém ficou incomodado com o livro. o.O
    Não há possibilidade de se levar a sério uma resposta como essa pautada sobretudo em uma cega ideologia.
    “Suma Gramatical” é meu livro de cabeceira juntamente com as obras do Bechara e do Napoleão. Todo meu respeito ao professor Nougué, um verdadeiro professor.

  4. Acredito que tenhamos de impedir essa odiosa mania, que toda língua possui, de ficar se modificando por qualquer “influenciazinha” que surja. Afinal de contas, nosso digníssimo idioma já possui experiência suficiente do Latim vulgar que o originou e, portanto, já devia saber que, se continuar assim, vai virar outra língua. Precisamos urgentemente de mais seres humanos como esse senhor, Carlos Nougué, para proteger e direcionar o bom e velho Português para o caminho do bem. Sugiro uma campanha nacional de conscientização, tanto das pessoas, quanto do idioma, para que não caia na armadilha das novas mídias sociais que trazem outras influências para nossa cultura e , consequentemente, possibilidades de modificação a nossa língua. Chega de estrangeirismos, de novas formas de escrever o vernáculo. Nosso Português não há de morrer como Latim!!!

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